No dia 7 de março de 1557, aportaram na Bahia da Guanabara alguns huguenotes, calvinistas franceses que vieram para o Brasil a fim de colaborarem no estabelecimento do que seria um refúgio para os calvinistas perseguidos na França. Entre eles estavam dois ministros que haviam estudado com Calvino em Genebra: Pierre Richer e Guillaune Chartier.
Por sua fidelidade à fé reformada, eles foram oprimidos, afligidos e perseguidos pelo vice-almirante Nicolas de Villegaignon, o capitão da esquadra que havia se estabelecido na Guanabara dois anos antes, no dia 10 de novembro de 1555. Um grupo precisou se refugiar na floresta por três meses; e, no dia 4 de janeiro de 1558, partiram em um navio mercante francês. Infelizmente, entretanto, quando o navio havia se afastado apenas algumas milhas, começou a vazar água, e cinco desses calvinistas tiveram de retornar para o continente: Pierre Bourdon, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Andre la Fon e Jacques le Balleur.
Eles foram capturados. Villegaignon exigiu que professassem por escrito a sua fé. Eles o fizeram e escreveram a primeira confissão de fé do Novo Mundo, contendo 17 artigos. Foi exigido que renegassem a fé reformada, caso contrário, seriam executados. Andre de la Fon fraquejou e aquiesceu. Os demais, porém, permaneceram firmes. Jean Jacques le Balleur conseguiu escapar para a floresta e foi executado por portugueses jesuítas quase dez anos depois. José de Anchieta pessoalmente colocou a corda no seu pescoço, para demonstrar ao executor como "despachar um herege o mais rapidamente possível". Os outros três foram acorrentados e lançados do despenhadeiro, tornando-se os primeiros mártires das Américas; os mártires da Guanabara.
Segundo o autor do relato, Jean Lery, um dos huguenotes que sobreviveu, o primeiro a ser enforcado, Jean de Bourdel, a caminho da morte cantava salmos e louvava a Deus; o segundo, Matthieu Verneuil, na rocha, orou: "Ó Deus eterno, visto que, por amor a Jesus Cristo, estamos morrendo hoje; visto que por amor da tua santa Palavra e doutrina estamos sendo conduzidos à morte; lembra-te dos teus servos e ajuda-os; toma nas tuas mãos esta causa, de modo que nem satanás, nem o poder desta mundo alcance a vitória sobre nós".
É assim que começa a história da fé calvinista no Brasil. Esses homens foram os primeiros a cultuarem a Deus na América do Sul, no dia 10 de março de 1557, três dias paós chegarem (o texto da mensagem foi o Salmo 27.4). Foram os primeiros a celebrarem a ceia, no dia 21 de março de 1557. foram os primeiros a pregar aos Índios (aos tamoios na capitania de São Vicente). Escreveram a primeira confissão de fé das Américas. E foram os primeiros a morrer no Novo Mundo por causa do seu amor a Cristo. Isso é Calvinismo!
Referência:
ANGLADA, Paulo. CALVINISMO, As Antigas Doutrinas da Graça. Ananindeua: Knox Publicações, 2009. pp. 156,157.
Por sua fidelidade à fé reformada, eles foram oprimidos, afligidos e perseguidos pelo vice-almirante Nicolas de Villegaignon, o capitão da esquadra que havia se estabelecido na Guanabara dois anos antes, no dia 10 de novembro de 1555. Um grupo precisou se refugiar na floresta por três meses; e, no dia 4 de janeiro de 1558, partiram em um navio mercante francês. Infelizmente, entretanto, quando o navio havia se afastado apenas algumas milhas, começou a vazar água, e cinco desses calvinistas tiveram de retornar para o continente: Pierre Bourdon, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Andre la Fon e Jacques le Balleur.
Eles foram capturados. Villegaignon exigiu que professassem por escrito a sua fé. Eles o fizeram e escreveram a primeira confissão de fé do Novo Mundo, contendo 17 artigos. Foi exigido que renegassem a fé reformada, caso contrário, seriam executados. Andre de la Fon fraquejou e aquiesceu. Os demais, porém, permaneceram firmes. Jean Jacques le Balleur conseguiu escapar para a floresta e foi executado por portugueses jesuítas quase dez anos depois. José de Anchieta pessoalmente colocou a corda no seu pescoço, para demonstrar ao executor como "despachar um herege o mais rapidamente possível". Os outros três foram acorrentados e lançados do despenhadeiro, tornando-se os primeiros mártires das Américas; os mártires da Guanabara.
Segundo o autor do relato, Jean Lery, um dos huguenotes que sobreviveu, o primeiro a ser enforcado, Jean de Bourdel, a caminho da morte cantava salmos e louvava a Deus; o segundo, Matthieu Verneuil, na rocha, orou: "Ó Deus eterno, visto que, por amor a Jesus Cristo, estamos morrendo hoje; visto que por amor da tua santa Palavra e doutrina estamos sendo conduzidos à morte; lembra-te dos teus servos e ajuda-os; toma nas tuas mãos esta causa, de modo que nem satanás, nem o poder desta mundo alcance a vitória sobre nós".
É assim que começa a história da fé calvinista no Brasil. Esses homens foram os primeiros a cultuarem a Deus na América do Sul, no dia 10 de março de 1557, três dias paós chegarem (o texto da mensagem foi o Salmo 27.4). Foram os primeiros a celebrarem a ceia, no dia 21 de março de 1557. foram os primeiros a pregar aos Índios (aos tamoios na capitania de São Vicente). Escreveram a primeira confissão de fé das Américas. E foram os primeiros a morrer no Novo Mundo por causa do seu amor a Cristo. Isso é Calvinismo!
Referência:
ANGLADA, Paulo. CALVINISMO, As Antigas Doutrinas da Graça. Ananindeua: Knox Publicações, 2009. pp. 156,157.

"Eu pessoalmente acredito que não seja possível pregar a Cristo e Ele crucificado, a menos que estejamos pregando o que hoje é conhecido como Calvinismo. O Calvinismo é apenas um apelido; o Calvinismo é o evangelho e nada mais." Charles Spurgeon.
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